Foi então que ele começou a descer. Seus lábios encontraram a curva do meu seio com uma doçura que me fez soltar o ar. Sem pressa. A boca se fechou em volta do bico já durinho e puxou devagar, quente, ritmada. A língua rodava em círculos preguiçosos, lambendo, apertando de leve, soltando e voltando a sugar com aquela pressão gostosa que descia quente direto pro meio das minhas pernas. Cada sucção me deixava mais molhadinha. Ele alternava entre sugar fundo e só manter a boca quente ali, brincando com a língua, me provocando. De vez em quando soltava um gemido baixo contra a minha pele, e aquilo me arrepiava inteira.
Quando passou pro outro seio, repetiu o mesmo carinho. Chupava, brincava, apertava com os lábios e soltava só pra beijar em volta antes de voltar a sugar de novo. Eu estava completamente mole, os dedos cravados nos ombros dele, o corpo pedindo mais sem eu precisar falar nada. Ele desceu de um jeito lento pelos meus seios, passando pela barriga, deixando um rastro quente de beijos. Quando chegou lá embaixo, abriu minhas pernas com calma e começou a me chupar com uma delicadeza absurda.
Primeiro foi suave, só a ponta da língua provocando, lambendo devagar. Depois foi ficando mais fundo, mais firme, mais intenso. A língua dele parecia saber exatamente onde apertar, onde girar, onde sugar. Cada movimento me puxava pra fora de mim mesma. Eu me agarrava nos lençóis com força, gemia alto, sem nenhum controle.
E no meio daquele delírio, com o corpo inteiro em brasa, me veio uma vontade louca de perder a virgindade ali mesmo. De sentir ele entrando em mim, rompendo o hímen, me olhando nos olhos enquanto fazia isso… me fazendo ser dele por inteiro. Meu corpo todo implorava.
Foi aí que veio o estalo. Um lampejo de lucidez:
“Não. Não dá esse gostinho pra ele. Ainda não.”
— Não, para, por favor — falei, segurando ele com a mão trêmula.
Ele me olhou com um sorriso meio torto, carregado de deboche. E eu percebi ali o Diego de sempre, como se já soubesse.
— Tudo bem, Rafa. No seu tempo.
Mas antes que eu respirasse de novo, ele encostou a boca no meu ouvido e sussurrou com aquela voz baixa, quente e cruel:
— Fica de quatro. Vou foder esse cuzinho do jeito que eu gosto.
Por um momento eu pensei que ele poderia ter mudado. Quase me enganei, mas não fiquei chateada… não dava. O desgraçado tinha brincado comigo e com o meu corpo de um jeito que ninguém nunca tinha feito. E eu obedeci sem pensar. Fiquei de quatro na cama, empinei a bunda e afundei o rosto no travesseiro.
Senti as mãos dele agarrando minha cintura com força. Aquela força que ele adorava usar, que me fazia tremer e me lembrava, sem nenhuma palavra, quem mandava ali.
Ele abriu minhas nádegas com os polegares. Fiquei exposta, vulnerável, o rosto enterrado no travesseiro. Ouvi o barulho molhado dele cuspindo e logo senti o polegar grosso pressionar meu cuzinho ainda fechado. Esfregou o cuspe ali, massageando a entrada com movimentos circulares. Depois enfiou o dedo devagar, só a ponta primeiro, me sentindo contrair. Ficou ali, girando, abrindo caminho, adicionando um segundo dedo quando eu já estava um pouco mais aberta. Fazia aquilo com uma paciência absurda. Cada movimento mandava um arrepio misturado de dor e tesão subindo pela espinha. Eu gemia abafado contra o travesseiro.
Então ele tirou os dedos e me penetrou com tudo, sem aviso, sem carinho. Forte, fundo e bruto. A cabeça grossa do pau abriu meu cuzinho de uma vez só. Senti a diferença na pele. O mesmo cara que minutos antes me chupava com delicadeza agora me fodia o cu como se quisesse me lembrar, na marra, quem mandava.
Eu me odiava por amar aquilo. Por sentir o tesão quente escorrer entre as pernas enquanto ele me usava daquele jeito. Cada estocada fundo me fazia engasgar no gemido, o pau dele entrando até o saco bater na minha bunda. Entre uma metida e outra ele puxava meu cabelo com força, dobrando minha cabeça pra trás, e gemia no meu ouvido:
— Isso… toma. Abre esse cuzinho pra mim, minha putinha gostosa…
Eu só aguentava. Chorava baixinho, mas não era tristeza. Era rendição. Como se, naquele momento, eu aceitasse ser só aquilo pra ele. Mesmo sem promessas, mesmo sem amor.
Ele começou a estocar mais fundo, mais rápido, mais violento. Segurava minha cintura com tanta força que eu já sabia que ia ficar marcada. De repente o corpo dele tremeu inteiro. Gemeu meu nome com a boca colada na minha nuca e gozou, o pau pulsando forte, enchendo meu cu de porra quentinha enquanto ainda metia devagar, esvaziando tudo lá dentro.
Eu fiquei imóvel. Senti ele latejar dentro de mim, o gozo escorrendo aos poucos entre as minhas pernas. O quarto ficou em silêncio, só a respiração dele pesada contra minha pele. E eu ali, arrombada, usada, o cu latejando… completamente entregue.
Ele saiu de cima e eu caí de bruços. Uma lágrima escorreu pelo canto do olho e eu enxuguei rápido, antes que ele notasse. Bateu a mesma tristeza de sempre. Aquele vazio que sempre ficava depois que ele me possuía. A sensação de ter vendido a alma em troca de um pouco de carinho misturado com safadeza.
Respirei fundo, tentando não chorar. Aí bateu aquela curiosidade doentia.
— Você é assim ogro com todas as garotas? Até com a sua namorada? — soltei, num riso desapontado.
Ele soltou uma risadinha cínica.
— Mulher gosta disso, você sabe…
— E ela? Curte isso também?
— Curte sim. Ela é bem cachorra na cama. — Fez uma pausa e, com a cara mais cretina do mundo, completou:
— Ela tem um rabão gostoso, né?
O estômago revirou. Eu conhecia a garota de vista. Sabia que era rata de academia, coxão, bundão, aquele corpo de quem leva o treino a sério. E o pior: eu tinha que admitir que ela era gostosa pra caralho.
Ele continuou, jogando na minha cara com a maior naturalidade:
— Adoro meter nela de quatro. Bato, puxo cabelo… tipo faço contigo. Só tem um porém, que eu já te contei… ela não curte dar o cu.
Uma mistura de inveja e raiva subiu de uma vez. Que ódio saber que ele metia nela do mesmo jeito que metia em mim. Por outro lado, ela não dava o cu. Eu dava. Eu me agarrei nessa diferença como se fosse uma vantagem. Como se isso me fizesse especial.
Ele me olhou com aquela cara de safado e completou, com a voz baixa e grossa:
— Você é minha putinha preferida.
Fiquei em silêncio por dois segundos e sorri. Aquele sorrisinho cínico que eu uso quando quero parecer forte.
— Hmm, que fofo… — respondi irônica.
Mas por dentro só consegui pensar:
“Parabéns, Rafaella. Tá vendo o que você se tornou pra ele? A putinha preferida.”