Muita gente me pergunta se as histórias que eu conto aqui são reais. A resposta é sim. Tudo realmente aconteceu.
Mas eu entendo o choque. Quando você chega no site e de repente está lendo sobre mim sendo fodida por vários homens ao mesmo tempo, parece que eu sempre fui assim — devassa e insaciável. Mas não.
Nada aconteceu do dia pra noite. Eu não acordei um belo dia querendo levar rola de todo lado. Teve medo, descobertas. Teve vergonha, aceitação. E só depois veio a devassidão.
Qual foi o momento que percebi que era diferente?
Na real, não teve um momento único. Não foi um raio, nem uma revelação tipo “nossa, tenho hipersexualidade”. Foi devagar. Como uma fogueira que começa com uma fagulha e, quando você percebe, tá tudo em chamas.
Desde bem novinha eu já me masturbava bastante. Todo dia. Às vezes mais de uma vez. Não era tesão por alguém específico ainda… eu só gostava da sensação. Gostava do alívio e o prazer que vinha no final e me deixava mole, relaxada, satisfeita.
Fui me descobrindo sozinha, me tocando na cama antes de dormir, ou no banho, com a água caindo bem em cima da pepeca. A primeira vez que a água acertou no lugar certo, eu levei um susto tão gostoso que fiquei até sem ar. Foi tipo um choque elétrico subindo pela espinha. Uma mistura de “meu Deus, o que é isso?” com "nossa, isso é muito bom, não para!" Fiquei parada, só sentindo, coração acelerado, um calor estranho e delicioso tomando conta de mim.
Na cama foi com o travesseiro. Eu colocava entre as pernas e esfregava devagar, sentindo aquela fricção gostosa bem no clitóris. Às vezes fechava os olhos e imaginava mãos me tocando. Mãos sem rosto, mas que sabiam exatamente onde apertar, onde roçar, onde me fazer arrepiar inteira.
Aos 14 anos rolou a primeira experiência com pau de verdade. Foi com meu primo. E aí juntou o primo safado, querendo me perverter com a minha alta libido. O fogo já estava dentro de mim, ele só jogou mais lenha.
Hoje eu sei que tenho uma libido bem acima da média. Às vezes me pergunto se não é hipersexualidade, mas nunca me preocupei em ser diagnosticada. Sinceramente, não me atrapalha a vida. É só tesão alto, constante, e vivo bem com isso.
Eu gosto de foder. Gosto de gozar. Gosto de ser usada e de usar. E gosto de escrever sobre tudo isso sem filtro.
Se você quiser entender de verdade como uma menina “normal”, curiosa, que se tocava todo dia escondido, virou a puta devassa que sou hoje… vem comigo.
A jornada está apenas começando.